quinta-feira, 13 de junho de 2013

“Imagem 1 – Primeiro Experimento”

video

Conglomerado E.M.A. apresenta:
- “Auto-Retratos”
- “Imagem 1 – Primeiro Experimento”     
- “Mais perigoso com a caneta do que outros com o revólver”

Teatro Zaqueu de Melo
(Av Rio de Janeiro, 413 – Centro. Telefone: (43) 3371-6571)

20 (quinta-feira) e 21 (sexta-feira) de junho de 2013
Horário: 21h
Entrada: R$ 10,00 Inteira R$ 5,00 Meia
Classificação Indicativa: 12 anos

Release:

O trabalho denominado “Imagem I – Primeiro Experimento” surge de uma pesquisa cênica sobre as corporeidades do ator criadas a partir de referências pictóricas, fotográficas e plásticas, desenvolvida por Debora Thomas. A cena surgiu através de um processo instaurado pela observação de fotografias do artista checo Jan Saudek.
As imagens do fotógrafo possuem uma teatralidade recheada de ação e movimento. Esta investigação serve como uma extensão destas impressões através do corpo do ator, que paulatinamente criou novas imagens, fundindo as suas próprias vivências e resultando numa ação atemporal e fragmentada que propõe ao público uma reflexão interativa acerca deste universo ontológico das imagens.

Em “Mais perigoso com a caneta do que outros com o revólver”, a poesia é experimentada através do jogo entre palavra, musicalidade, gesto e imagem: dois atores e um músico cantam, declamam, dialogam e sussurram fragmentos da poesia de Federico Garcia Lorca (1898 – 1936). Natureza, sexualidade e aspectos políticos são percorridos em sua obra e por vezes se misturam. Um simples encontro entre pessoas, que tentam expressar algo de si despertado através do outro; o espectador deixa de ser público e passa a ser um convidado.

Já instalação que abre o evento, denominada “Auto-Retratos”, entrelaça sequências gestuais, a partir de exercícios de qualidades do movimento e as composições cenográficas da obra de Saudek, criando retratos pessoais e íntimos dos artistas em presença. Revela-se, a partir do contato direto entre público e obra viva, uma descoberta de sentidos e sensações. O retrato emoldurado, que é de si, olha, fala, respira, criando uma atmosfera fantástica.

Ficha técnica: 
Coordenação – Debora Thomas
Atores – Camila Franca, Debora Thomas e Luciano Matricardi
Composição Sonora – Rafael Fuca
Iluminação – Samara Azevedo
Instalação – Luana Vidotte, Paulo Ricardo e Samara Azevedo
Cenografia e adereços – Morôni Ferraz
Realização – Conglomerado E.M.A.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Assim foi...



No último 18 de Agosto rolou mais uma edição do nosso evento cênico/performático (en)formAtos! Dessa vez apostamos na diversidade e na pluralidade de temáticas distintas entre cada uma das obras apresentadas. Assim também, aproveitamos para convidar amigos que tivessem produções teatrais, performáticas ou musicais que pudessem integrar a programação do evento. O espaço do Bar Cultural ficou incrementado com a iluminação baixa e a projeção da logo do evento (detalhe da foto), contando também com uma área intimista de apresentações musicais, onde pessoal se jogou nas almofadas espalhadas pelo chão e curtiu as perfomances musicais integradas com projeções fílmicas! 


Ficamos todos apaixonados pela apresentação delicada do Violoncelista convidado Lucas Hirata, com sua banda, de um músico só, denominada “Fraturas”:


Em seguida foi a vez do Teatro Kaos, que transportou o público para o espaço externo e apresentou seu pocket espetáculo “Baden-Baden:  O Acordo”. Peça recentemente apresentada no FILO (Festival Internacional de Londrina) e com a qual o grupo já circulou pelo Brasil e por vários países mundo levando o discurso afiado do escritor alemão Bertold Brecht. (http://www.filo.art.br/site/?p=programacao&e=40).

O espaço externo comportou também uma instalação-tributo completamente interativa, na qual o público pôde pintar e grafitar à vontade na construção colaborativa da obra denominada “Tributo ao You” – homenagem ao grafiteiro fluminense “You” brutalmente assassinado neste ano.


Voltando ao espaço do Bar Cultural, contamos também com a participação do artista multimídia Thiago Vidotto, que fez uma viagem entre o violão, composições sonoras sintetizadas em PC e projeções visuais integradas à performance musical! Tudo isso em seu projeto denominado “Cosmine, a Enormous Flame”:

E, logicamente, além dos convidados, apresentamos as performances dos 4 Conglomerados (Debora Thomas, Diego Trevisan, Luciano Matricardi e Samara Azevedo).













Diego Trevisan embrulhou o estômago da galera com uma performance bastante impactante que abordou as brutais matanças de animais cometidas pelo homem para o consumo da carne. Na obra intitulada “Carnificação”, o artista elaborou uma partitura de movimentos que, iniciada delicadamente, foi se transformando em agressiva no jogo com as projeções de cenas de abate de bois, porcos e galinhas sobre seu corpo.



Debora Thomas, em “Faixa de Gaze”, abordou os moldes e amarrações corporais, que nos limitam através das pré-determinações sociais. Primeiramente, faixas e mais faixas de gaze envolveram o corpo da performer num vídeo que introduzia a apresentação e, logo após, via-se a atriz barbeando-se enquanto escutava desconexas notícias de rádio.
Já quebrando o clima denso das inquietantes “Carnificação” e “Faixa de gaze”, Luciano Matricardi, Debora Thomas e o músico convidado Rafael Fuca, levaram o público de volta para o Bar Cultural e apresentaram uma descontraída leitura musical de poesias do escritor espanhol Federico Garcia Lorca, na performance cênico-musical intitulada “Mais perigoso com a caneta do que os outros com o revólver”:


E, fechando a noite, Samara Azevedo, tratou dos registros e marcas que nos identificam na sociedade – especialmente sobre as impressões digitais, que no caso, a performer não possui por decorrência de uma espécie de alergia em sua pele. Assim, em sua obra denominada “Impressões”, a atriz coletou as digitais dos convidados e foi montando um painel de registro das pessoas mesclado com registros de seu próprio corpo!



Mais uma vez o (en)formAtos foi um sucesso. Agradecemos ao público e a todos os amigos e artistas parceiros que estiveram presentes – acreditando que é sempre graças ao processo colaborativo que se desenvolvem nossos experimentos e incursões artísticas!

E, em Outubro, vem aí mais uma edição de (en)formAtos.











segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Em Cartaz

Vem aí...

(en)formAtos 2ª edição



O projeto (en)formAtos é uma iniciativa que busca agregar num mesmo evento diversas linguagens artísticas: performance art, teatro, instalação, música e vídeo. Organizado pelo coletivo teatral “Conglomerado E.M.A.”, o projeto teve sua primeira edição em Abril de 2012 reunindo quatro cenas performáticas que dialogavam entre si através da temática da solidão. Agora, em Agosto de 2012, o grupo de atores (Debora Thomas, Diego Trevisan, Luciano Matricardi e Samara Azevedo - todos formados em Artes Cênicas pela Universidade Estadual de Londrina) volta com a segunda edição de (en)formAtos, apresentando novas performances e experimentações cênicas. Na nova concepção optou-se pela não limitação de um tema fixo, mas sim na valorização da pluralidade de questões que inquietam a cada um dos artistas.  Assim também, desta vez o coletivo convidou novos artistas para integrarem a programação do evento, contando então com a participação do Teatro Kaos (composto pelos atores Edward Fão e Gustavo Garcia), do músico Rafael Fuca e ainda com a participação do artista multimídia Thiago Vidotto.
Na programação da segunda edição de (en)formAtos, marcada para o próximo sábado, 18 de Abril, o coletivo trás novas propostas, mas mantém sua característica de inter-relação de linguagens e de um espaço dinâmico, onde o público circula para assistir as obras:
- Luciano Matricardi, Debora Thomas e Rafael Fuca apresentam o experimento cênico-musical intitulado “Mais perigoso com a caneta do que outros com o revólver”, que num misto de música, poesia e teatro faz referência às obras do poeta e dramaturgo espanhol Federico Garcia Lorca;
- Em outra performance, Debora Thomas explora as questões dos moldes e amarrações corporais, que nos limitam através das pré-determinações sociais, na obra cênico-performática intitulada “Faixa de Gaze”;
- Samara Azevedo, com a obra “Impressões”, aborda a temática dos registros corporais que nos identificam perante a sociedade, inquietação da artista levada ao extremo em decorrência de sua condição de não possuir as digitais dos dedos;
- Já o performer Diego Trevisan traz a tona a relação do homem com o alimento através do processo de abate dos animais, instigando a uma reflexão sobre nossa exacerbada alimentação de origem animal, na performance intitulada “Carnificação”;
- O grupo convidado, Teatro Kaos, apresenta o espetáculo “Baden-Baden: O Acordo”, que baseado na obra de Bertolt Brecht, convoca o público para uma reflexão profunda sobre a apatia social e a alienação. Utilizando-se da linguagem clownesca e expressionista, o grupo traz de volta a experiência dos artistas mambembes medievais, que percorriam povoados sem um destino certo, levando o teatro;
- E fechando a programação, o artista multimídia Thiago Vidotto (fotografia, vídeo e música) apresenta dois trabalhos, o vídeo experimental “Seed and Capilar” e o trabalho musical independente denominado “Cosmine, a Enormous Flame”, composto por violão, voz e sintetizadores digitais.
Parceria: Vila Cultural Usina Cultural

Serviço:
Evento Cultural – (en)formAtos
Data – 18 de Agosto (sábado)
Horário – das 18h às 22h
Entrada – R$10,00 (Inteira) e R$5,00 (Estudantes)
Local: Vila Cultural Usina Cultural (Avenida Duque de Caxias, 4159 – tel.: 3324-7531)





Vídeo Promocional


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Em cartaz



(en)formAtos na Usina

Conglomerado E.M.A. realiza evento na Vila Cultural, com performances teatrais que fazem reflexão sobre o cotidiano

A Usina Cultural abre o espaço no próximo domingo (15 de abril) para o Conglomerado E.M.A. com o evento performático/teatral (en)formAtos, que expõe quatro performances sobre a reflexão de diversos aspectos da cotidiano contemporâneo. O evento propõe uma imersão do público nas diversas linguagens e abordagens artísticas experimentadas pelos atores/performers do E.M.A. No período das 18h às 21h30, o espectador pode entrar a qualquer momento e acompanhar as performances. Esta atividade integra o calendário comemorativo dos 10 anos da Usina Cultural.

Sinopse

A solidão e o universo particular de quatro personagens na metrópole: “Um indivíduo que deixou de lutar contra a solidão, fez dela sua companhia. Através da construção de um não-espaço, ou de uma alegoria do espaço mental, do vazio onde tudo pode acontecer, essa figura/personagem engole tudo o que lhe é dado”;  “uma mulher que pendura flores de papel pelo espaço querendo reavivar o espírito de carinho entre as pessoas”; “a festa de aniversário de um travesti que se passa dentro de seu armário”; “um homem medita em meio ao caos urbano”. Formatos de viver e sobreviver nos tempos modernos.

Sobre o Grupo

O coletivo “Conglomerado E.M.A.” surge em 2011, composto por um grupo de atores/performers que a partir do desejo de dar continuidade às suas pesquisas artísticas e acadêmicas se juntaram em processo de colaboração. Os quatro integrantes (Debora Thomas, Diego Trevisan, Luciano Matricardi e Samara Azevedo) são formados em Artes Cênicas pela Universidade Estadual de Londrina e possuem linhas de trabalho diversas que contribuem para a formação de um coletivo teatral heterogêneo: Interpretação teatral; Direção; Poéticas do Movimento; O Estudo do Cômico; Relações entre ator e objetos; Iluminação e a Transposição do texto literário para a cena são os principais objetos de estudo dos integrantes.

Mais informações sobre o grupo - http://conglomeradoema.blogspot.com/

Ficha Técnica:

Direção: Conglomerado E.M.A.
Atores/performers: Débora Thomas, Diego Trevisan, Luciano Matricardi e Samara Azevedo.
Iluminação e Projeções: Conglomerado E.M.A.
Produção: Conglomerado E.M.A.
Exposição Fotográfica: Mariana Cazaroli

Serviço:

Data: 15 de Abril (domingo)

Local: Usina Cultural – Avenida Duque de Caxias, 4159

Horário: Das 18 às 21h30

Ingresso: R$ 6,00 e R$ 3,00 (Meia entrada)

Classificação: 16 anos

Promoção: Usina Cultural 10 anos

Patrocínio da Vila Cultural: Promic

Informações e reservas: 3324-7531 (14h – 19h) ou pelo e-mail usinacultural@sercomtel.com.br




sexta-feira, 9 de março de 2012


Sinopse

(en)formAtos

A solidão e o universo particular de quatro personagens na metrópole: “Um indivíduo que deixou de lutar contra a solidão, fez dela sua companhia. Através da construção de um não-espaço, ou de uma alegoria do espaço mental, do vazio onde tudo pode acontecer, essa figura/personagem engole tudo o que lhe é dado”;  “Uma mulher que pendura flores de papel pelo espaço querendo reavivar o espírito de carinho entre as pessoas”; “A festa de aniversário de uma travesti que se passa dentro de seu armário”; “Um homem medita em meio ao caos urbano”. Formatos de viver e sobreviver nos tempos modernos.

(en)formAtos


O prato do dia
por Debora Thomas




“Um indivíduo que deixou de lutar contra a solidão, fez dela sua companhia. Através da construção de um não-espaço, ou de uma alegoria do espaço mental, do vazio onde tudo pode acontecer, essa figura/personagem engole tudo o que lhe é dado. Na contramão da alienação há outro processo também destrutivo gerado por essa nossa sociedade que derrama um carregamento de regras das quais temos que seguir para viver em comunhão. ‘Faça isso, faça aquilo, não faça isso, não faça aquilo!’ Um conjunto de regras que compõe o nosso prato do dia”.

O Prato do Dia pretende estabelecer um diálogo entre a cena e a fotografia. Durante as ações da atriz/performer são projetadas sobre seu corpo imagens que dialogam com a temática das regras e modos de comportamento social através de uma série de coisas que devem ser “engolidas” por nós. Ao mesmo tempo somos constantemente abordados por frases, mensagens e propagandas que nos dizem: “Mantenha a forma!”. Então, numa analogia do engolir regras e comportamentos, engordamos do ato de viver em sociedade e, ao mesmo tempo, somos metralhados por mensagens publicitárias que nos pedem uma boa forma física!

A figura/personagem de “O Prato do Dia” mantém uma panela amarrada ao seu corpo, só faz comer, comer e comer. Enquanto isso, ela sofre por conta dos modelos ideais do corpo, da pele, do cabelo, do peso... E, na tentativa fracassada de alcançar este modelo, podemos nos transformar em figuras patéticas que fazem de tudo para se tornarem igualmente magras.



Angústias que passamos desde a infância, principalmente nós mulheres, com padrões de beleza pré-estabelecidos socialmente, nos quais quem não está dentro do modelo ideal acaba entrando numa busca sem limites, prejudicando a própria saúde, em muitos casos perdendo a vida”.

Na cena são projetadas fotografias, não muito nítidas, numa repetição contínua de comidas que não podem ser completamente identificadas, mas contribuem para a construção do universo patético dessa figura humana posta em cena. Ela se banha em barro enquanto ingere uma espécie de geléia compulsivamente... até seu completo esgotamento. É grotesco, tragicômico, patético... a platéia ri e ao mesmo tempo se envergonha do riso, pois se identifica com a atitude compulsiva que se espelha em muitas das atitudes cotidianas.